Gestalt-terapia
O corpo está para o mundo assim como o coração está para o corpo.
Merleau-Ponty
Tomo a Gestalt-terapia, o referencial ético e teórico que orienta meu trabalho clínico, como um convite a viver (ou resistir) com curiosidade, sensibilidade, criatividade, senso crítico, flexibilidade e prazer. Nesse sentido, meu acompanhamento psicoterapêutico é para aquelas e aqueles que desejam se movimentar sobretudo por meio da expressão de seus afetos e do exercício corajoso de sua autonomia.
A partir da Gestalt-terapia, a experiência psicoterapêutica se dá em uma relação dialógica, que, na mesma medida em que se torna vínculo de confiança, torna-se tempo-espaço de crescimento por meio de frustrações, questionamentos, acolhimentos, experimentos e cocriações.
Para a Gestalt-terapia, boa terapeuta é aquela que cuida de seus fundos de vividos ou do chão em que pisa desde a infância; que acolhe corajosamente o que se quer em si, devolvendo ao corpo o sentir e o expressar dos afetos; que se movimenta com autonomia, recriando suas formas ou sua própria vida. E é por isso que a abordagem que escolhi para orientar meu trabalho clínico me desafia tanto quanto me comove.
Os fundamentos filosóficos da Gestalt-terapia são o Existencialismo (referencial antropológico), o Humanismo (referencial ético) e a Fenomenologia (referencial epistemológico). Já seus fundamentos teóricos são a Teoria de Campo, a Teoria Organísmica e a Psicologia da Gestalt.
